• Lara Morais

O poder da italiana Mòn de criar universos e contar histórias

Nunca subestime o poder que os algoritmos têm em encontrar e sugerir coisas que você vai amar. Tudo bem que tudo está conectado e a gente sabe como tudo funciona, mas assim, eles têm um poder de sugestão exata, como se seu subconsciente apresentasse aquilo que você precisa naquele exato momento. Foi assim que eu conheci a Mòn.


Essa banda criada em Roma, composta pelos vocalistas Carlotta Deiana e Rocco Zilli (também à frente dos synths e guitarra), o guitarrista Michele Mariola, o baixista Stefano Veloci e o baterista Dimitri Nicastri, ativa qualquer memória que você, jovem indie dos anos 2000, possa ter já que a Mòn estaria no line-up do Festival Planeta Terra (sdds) ou do Tim Festival com facilidade. Bem como, em trilhas sonoras de qualquer filme do Michel Gondry ou do Spike Jonze. Taí a canção Moth. que não me deixa mentir:



O mais legal desse quinteto, como o spoiler dado no título, é sua capacidade em criar universos e contar histórias através de seus videoclipes. Ao ouvir Guadalupe (2019), sucessor do disco debut Zama (2017), você é transportado para um universo paralelo, cheio de memórias e descobertas, como se estivesse vivendo dentro do desenho The Midnight Gospel (Netflix). IX, oitava faixa do disco e uma péssima combinação para quem tem TOC, sintetiza esse sentimento de universo criado por eles e mostra, nas palavras da banda, "uma história em que a fronteira entre vítima e opressor é instável e explora a cultura clássica, respirando um ar exótico e tribal ao mesmo tempo, seguindo as histórias anteriores".


What you love is where you left it


A animação, dirigida e escrita por Marco Brancato, é fruto de uma parceria de longa data com a banda. Em Lungs e Fragments, ambas faixas do primeiro álbum, também abrem espaço para essa jornada pelo espaço das pequenas coisas, do desconhecido, do olhar atento.




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* foto da capa por Laura Penna

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